domingo, 3 de julho de 2011

Nina, a sobrevivente - 05/12/2008 - período de enchente - cão sobre pallete de PET no Rio Itajaí Açu - Porto de Itajaí

Assista o vídeo no site: http://wp.clicrbs.com.br/mascotes/2008/12/05/nina-a-sobrevivente/

Nina foi o nome escolhido pela nova família para a cachorrinha assustada que conseguiu escapar da enchente no Vale do Itajaí. Graças ao pêlo escuro, que chamou a atenção para um detalhe em movimento no rio Itajaí-Açu, a vira-lata foi resgatada de cima de um fardo de garrafas plásticas, levado pela correnteza em direção ao mar, no dia 24 de novembro.
A segunda-feira era de atenção redobrada para os funcionários dos portos e da praticagem, que conduz os navios. Naquela madrugada, o cais do Porto de Itajaí havia sido destruído pela força das águas. No meio do plantão da manhã, o supervisor de Operações do Porto de Navegantes, Ricardo Bandeira, foi alertado pelos colegas de que um cão estava à deriva.

— Custei a acreditar que era verdade. Quando percebemos, alertamos o pessoal da praticagem, que foi de lancha resgatar o animal — conta o novo dono.

Ricardo conta que Nina estava muito abatida. Quando as ondulações fortes do rio obrigavam, ela saltava para retomar o equilíbrio no fardo de plásticos. A cachorra caiu na água, assustada com o barulho da embarcação, mas foi socorrida e entregue a Ricardo, que resolveu adotá-la.

Depois de levar o animal ao veterinário, dar as vacinas e um bom banho, o supervisor operacional descobriu que a cachorrinha, com pouco mais de um ano, estava saudável.

— Fiquei com muita pena dela naquele dia, ela tremia muito, estava fraca e até hoje não come muita ração. Acho que gosta mais de carne mesmo — brinca.

O final feliz da cachorrinha não foi o mesmo para cerca de 700 animais domésticos que morreram em Itajaí durante a enchente. Segundo a Fundação do Meio Ambiente do Município (Famai), a maioria era formada por cães esquecidos na coleira ou presos em casas de áreas alagadas.

Na nova casa, em Armação, no município de Penha, Nina ganhou o nome, uma casinha e a companhia de Duda a outra cachorra da família. A mulher de Ricardo, Ana Beatriz, diz que o bichinho é muito dócil e que logo se acostumará com o bebê da casa, Nicolas, de seis meses.

— Já telefonaram três “donos” para o trabalho do Ricardo. Mas só entregaremos a Nina se alguém provar que ela era sua antes. Já nos apegamos muito — diz Ana Beatriz.

* O texto é de Sicilia Vechi – sicilia.vechi@santa.com.br

Postado por Rodrigo Dalmonico

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