quinta-feira, 14 de julho de 2011

Polícia Federal reforça combate ao tráfico de drogas em portos e aeroportos do Amazonas

Fiscalização está mais rigorosa em portos e aeroportos no AM, dificultando meios convencionais usados por traficantes para transportar cocaína


Cápsulas de cocaína expelidas por traficantes que transportam drogas no estômago
Cápsulas de cocaína expelidas por traficantes que transportam drogas no estômago(Reprodução)
Transportar cápsulas de cocaína no estômago é a forma mais segura que os traficantes encontram para despistar a fiscalização da polícia. De acordo com o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes, a fiscalização em portos e aeroportos está mais rigorosa e coloca em risco o escoamento da droga pelos meios mais convencionais usados pelos traficantes, como nos fundos falsos de malas de viagem, acoplar as drogas ao corpo e em calçados.
Na semana passada, a PF prendeu em flagrante seis colombianos que estavam vindo para Manaus transportando droga no estômago. Ao todo 602 cápsulas de droga foram apreendidas.
Depois de expelirem a droga, os traficantes foram autuados em flagrante e encaminhados para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.
Na sexta-feira, duas mulheres e um homem foram presos na base Garateia, posto de Fiscalização da Polícia Federal, no Município de Santo Antônio do Içá, no Alto Rio Solimões.
Luís Carlos Laguna Pedraza tinha 168 cápsulas de droga no estômago, Diana Carina Florez, 80, e Lizbeth Pacaya Diaz levava 90 cápsulas. No sábado, a Polícia Federal prendeu um casal no porto da Manaus Moderna. O homem tinha 100 e a mulher carregava 80 cápsulas dentro do estômago.
O universitário D.F.M.G., 24, foi preso, na segunda-feira, 14, transportando 84 cápsulas de de cloridrato de cocaína (brilho) em seu corpo. A prisão aconteceu no aeroporto internacional de Tabatinga quando ele tentava embarcar em um voo para Manaus.
O superintendente informou que a fiscalização está mais rigorosa no aeroporto de Tabatinga e no Eduardo Gomes existe o “body-scan”, que permite visualizar o interior do corpo das pessoas. No porto de Tabatinga, as pessoas que embarcam passam com suas bagagens por um raios X e os barcos também são revistados pela PF quando passam pela base Garateia.
De acordo com o superintendente, não é fácil descobrir quando uma pessoa está transportando droga no estômago. Na maioria das vezes as prisões acontecem em virtude da experiência dos policiais. “Eles observam o comportamento das pessoas. Muitas delas, ao verem os policiais, já começam a passar mal e, ao serem interrogadas, acabam confessando que estão levando droga”, disse Fontes.

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