Portogente
A dragagem do Porto de Itajaí relevou que a comunidade de Santa Catarina precisa zelar mais por este que é um dos portos mais importantes do Brasil. Até o momento, foram retirados 1 mil metros cúbicos de sedimentos e, entre o material encontrado no fundo do mar, estão pneus, redes de pesca, ferragens, fogões, geladeiras, móveis e outros eletrodomésticos descartados pela comunidade em pleno Rio Itajaí-Açu .
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Ao analisar os sedimentos recolhidos nos canais e bacia de evolução do complexo portuário, Mick Formesyn, que é diretor da Jan de Nul, empresa responsável pela dragagem, estava impressionado e admitia jamais ter visto realidade semelhante. “Em outros países não existe a cultura de se descartar objetos jogando-os nos rios. Já no Brasil, dragando outros portos, chegamos a encontrar alguma coisa, como no Rio de Janeiro, mas nada igual a Itajaí.”
Foto: Ronaldo Silva Júnior

Draga Charles Darwin em operação no Porto de Itajaí
Para o biólogo Gabriel Fiorda Guarnieri, qualquer alteração na dinâmica dos cursos d’água, em especial nas regiões de foz são extremamente impactantes. “Quando o assunto é o descarte de resíduos sólidos nos rios, podemos citar como impactos ao meio físico o acúmulo de toxinas, a aceleração do processo de assoreamento, alteração nas propriedades químicas da água, até mudanças na dinâmica hídrica, como bancos de areia, alteração das correntes e canais de refluxo”.
Foto: Divulgação Porto de Itajaí

Pneus respondem pela maior fatia dos
sedimentos sólidos retirados pela draga
sedimentos sólidos retirados pela draga
Já o superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, destaca que o Porto está fazendo a sua parte. “Além dos programas e do monitoramento ambiental, projetos específicos são mantidos de acordo com a necessidade, a exemplo do monitoramento de todos os serviços de dragagem, para garantir o menor impacto ambiental possível, temos outros programas para garantir a limpeza do nosso rio e também de nossas praias, inclusive, o Porto de Itajaí mantém um contrato para limpar eventual sujeira que possa surgir nas praias.”
Números
A dragagem do Complexo Portuário do Itajaí teve início em março deste ano e deve seguir até junho. Os serviços preveem a retirada de 6,2 milhões de metros cúbicos de sedimentos, o que vai resultar no aprofundamento do canal interno e bacia de evolução de 10,5 metros para 14 metros e, do canal externo, de 11,3 metros para 14,5 metros . Os investimentos nos serviços, em recursos do Programa Nacional de Dragagem (PND), somam R$ 55 milhões.
FONTE: http://www.portogente.com.br/portosdobrasil/texto.php?cod=4
A PERGUNTA QUE FICA, SERÁ QUE A DRAGA HOJE MANTIDA PELO PORTO DE ITAJAÍ (DO TIPO SOPRO E NÃO SUCÇÃO) TERÁ CONDIÇÕES DE MANTER O CALADO DEPOIS DA SAÍDA DA DRAGA CHARLES DARWIN?
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